Arquivo do mês: junho 2018

Class With Abhi – Applied Yoga Integration

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The Glutes – Applied Yoga Integration

The Gluteus Maximus is part of our core stabilizing system. It is supposed to be one of the strongest muscles in the body but due to our lifestyles and compensation patterns, this is often not the case. Weak glutes can lead to back, hip, knee, neck pain and more. Maintaining their functionality is of the utmost importance.

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The Need For Motor Control in our Yoga Practice – Applied Yoga Integration

One of the most widely recognized definitions of yoga is “Skillful Action”. If this is true, and some of the repetitive movements we perform daily in our yoga practice wear down joints and ligaments, then clearly we are not being skillful, and we are not practicing yoga.

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I am a Recovering Yoga Snob – Applied Yoga Integration

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Sthira Sukham Asanam By Rajvi H Mehta, Iyengar Yogashraya, Mumbai

via Sthira Sukham Asanam By Rajvi H Mehta, Iyengar Yogashraya, Mumbai

Entrevista com Christian Pisano: “O asana é apenas uma onda no oceano do Yoga.”

Entrevista com Christian Pisano:

“O asana é apenas uma onda no oceano do Yoga.”

Christian Pisano pratica Iyengar Yoga há muitos anos e ainda continua estudando em Pune. Ele dirige o Iyengar Yoga Institute em Nice, na França. Esta é uma entrevista de Consuelo Serrano para YogaenRed.

Tradução: Marcia Neves Pinto 

Christian Pisano pratica Iyengar Yoga há trinta anos e é uma das três únicas pessoas no mundo que receberam um Certificado Sênior Avançado de BKS Iyengar. Ele viveu em Pune, na Índia, por vários anos de sua juventude e dedicou-se a explorar a arte sagrada do yoga sob a orientação de seu guru, BKS Iyengar. Durante esse período, ele também se aprofundou no estudo de várias filosofias e aprendeu sânscrito.

Pergunta: Você começou a praticar há trinta anos. Como a prática de yoga evoluiu desde então?

Eu não posso falar sobre a evolução do yoga em geral. A prática, entendida como a prática postural, é apenas uma onda no oceano do yoga. Eu poderia acrescentar que a maioria das práticas posturais de yoga, hoje, não é mais do que uma invenção, uma adaptação contemporânea.

Trinta anos não são nada quando falamos sobre a evolução de uma arte que leva em consideração os ciclos cósmicos. E podemos falar sobre evolução quando consideramos que o yoga foi revelado? Isto é, apareceu espontaneamente ao mesmo tempo em que os diferentes ciclos cósmicos apareceram. É uma maneira de dizer que é parte integrante da potencialidade da Consciência. Tomará, então, diferentes formas e expressões de acordo com os diferentes ciclos do espaço-tempo. De fato, as mudanças observadas ao longo dos séculos são indescritíveis.

Eu poderia falar mais facilmente sobre a evolução da minha prática. Mas isto também seria problemático: a prática é apenas a expressão orgânica sensorial, emocional, mental e respiratória de um ponto X no espaço-tempo que é atribuído a um indivíduo.

Essencialmente, existe o espaço aberto da Consciência que se atualiza nas diferentes atividades. Claro, o leitor será capaz de dizer que houve mudanças, é evidente. Essas mudanças são pontos de vista simples (que a Consciência faz de si mesma) de um indivíduo que é, ele mesmo, a expressão do jogo da Consciência. Como afirmado no Siva Sutras, “O Eu é a cena” (rango antaratma[1]).

 

P: Foi durante a sua terceira viagem à Índia que você conheceu BKS Iyengar. Que lembranças você guarda do mestre e da sua estada em Pune?

Lembro-me da complacência de um sonho em que tudo era possível. Aqueles sonhos que nos embalam na infância e se alimentam da magia do mundo. Esse sonho que quando percebido é o sopro da nossa vida.

Vou dizer-lhe do que me lembro dos anos da minha juventude na Índia, onde conheci vários magos. Eles eram magos ou mestres? Um deles foi meu mestre de yoga, BKS Iyengar, que transbordava fogo, paixão e devoção à sua arte. Por trás de seus olhos de fogo e de suas sobrancelhas emaranhadas se via a pergunta maliciosa: do que você tem medo? Que risco você corre, já que não é o corpo-mente? Seu grito em direção ao Absoluto permanecerá em meu coração até meu último suspiro.

Isso realmente aconteceu? Eu não sei … Apesar disso, nos confins do meu ser há apenas a certeza desse sonho.

 

P: Você é professor de Yoga Iyengar e ensina um rigoroso programa de treinamento de professores em sua escola em Nice. Como o ensino de yoga no Ocidente está mudando? Quais são as qualidades de um bom professor?

De que rigor se está falando? De uma disciplina imposta, da série infinita que nossas sociedades, baseadas no medo, em seu sistema educacional não param de bradar, trilhar ou reinventar, e de lidar perfeitamente com o pau e a cenoura. Um rigor que cultiva a competição, a comparação e a não cooperação entre os indivíduos. Um rigor com o qual nos é prometido que, trabalhando arduamente os diplomas, a obediência e o pertencimento a um sistema, nos fará esquecermos da profunda ferida de nossas carências que não podem ser satisfeitas por nada.

Claro que tudo isso é expresso através de programas. Todos os programas existem para privar-nos de nosso próprio poder criativo, de nossas próprias habilidades para discernir e entender o processo pelo qual estamos passando. Sempre explico aos meus alunos que, se eu der a eles programas de prática, eles entenderão que o programa não é viável e, então, é inútil. O mapa nunca é o território.

No território, que é o processo do indivíduo através do corpo-mente, há uma qualidade orgânica que é essencial e de valor inestimável. Um programa nunca pode levar isso em conta. Ou você se dá conta que ele muda constantemente e então não é mais um programa.

A aplicação (viniyoga) das técnicas ou do programa de acordo com o indivíduo e sua constituição é, portanto, essencial. É por isso que o yoga era ensinado, tradicionalmente, de pessoa para pessoa.

O rigor e os programas são as facetas das formações que formatam. Treinamento, por definição, é sempre formatação. É fabricado e moldado de acordo com uma padronização de técnicas e tempo. Um período de tempo é imposto. Como é possível, quando todos nós temos ritmos diferentes? Você deve ter terminado em um lapso de tempo e tudo é sancionado com um exame. A padronização das técnicas é realizada através de um currículo que constitui um modelo de prática com um tempo imposto. De fato, o que se faz é sujeitar todos os candidatos às mesmas condições, sem levar em consideração sexo, idade, circunstâncias, etc.

A dimensão de um ritmo orgânico em que todos respeitam seu terreno e se tornam conscientes de suas próprias capacidades é completamente ignorada nessa perspectiva. Teria que começar com uma “quebra do rigor”, um “des-programamento”, uma “de-formação”, onde se “des-aprenda” muito mais que se acumule informação.

Estou muito satisfeito com a decisão tomada pelo RIMYI (Instituto de Yoga Memorial Ramamani Iyengar) de cessar completamente o treinamento como atualmente proposto e retornar a uma forma muito mais tradicional de transmissão.

Quanto às qualidades de um bom professor, para que servem as listas de qualidades? Elas não nos ajudam em nada. Muitas vezes, elas não podem ser aplicadas ou não estão diretamente relacionadas ao que é vivido no dia-a-dia. Isso significaria que eu sei ou acho que sei o que é um bom professor ou que vivo de acordo com um ideal que não alcancei e que quero alcançar. Em ambos os casos, eu falaria de duas situações que não têm relação com o que eu vivo diariamente, visceralmente, sem a imagem que quero dar, do que deveria ou não ser um professor de yoga.

 

P: Sua inclinação filosófica o levou ao Shivaísmo não-dualista da Caxemira. Você poderia explicar a essência deste sistema?

A expressão do Shivaísmo não-dual da Caxemira é a designação contemporânea e recente de uma forma de Shivaísmo ensinada e elaborada pelos mestres da Caxemira a partir de textos escritos em sânscrito. A maioria foi escrita entre a segunda metade dos séculos IX e XIII da nossa era.

Nesta perspectiva, a única coisa que é reconhecida é a Consciência e sua inclusividade. Nada é separado ou diferenciado desta Consciência. Já somos o que procuramos, mesmo que ainda não tenhamos reconhecido. O fracasso em reconhecê-lo é também uma expressão da Consciência. Esta Consciência não está ainda para ser alcançada, mas já foi alcançada e realizada e expressa livremente em todas as expressões da existência, em todas as percepções, quaisquer que sejam.

“Seja como você é, sem qualquer preocupação, já que o objetivo já foi alcançado. Isso é exatamente discriminação. Quem mais se não Ele ensinaria o que e para quem?” (Mahartha-manjari, Mahesvarananda 64).

O estado em que me encontro seja qual for o estado de contração ou expansão, de prazer ou sofrimento, de lucidez ou confusão, já tem o grande prêmio da presença. Não poderia se expressar ou aparecer sem a luz da nossa própria Consciência, da nossa Presença. Então, não há nada para adicionar ou subtrair, nada que possa me aproximar ou afastar, nada a procurar ou evitar. Nada que possa facilitar ou impedir.

“Como o indivíduo é idêntico a tudo, já que ele é a fonte de tudo, a partir do momento em que ele toma consciência disso – em relação ao corpo, à palavra, aos sentidos, ao pensamento, às ações -, já não existe outro estado que diferente que não seja (o de) Shiva. É sempre o Sujeito que goza e que se manifesta a si mesmo em qualquer lugar, na forma daquele que está desfrutando.”(Spanda Karika 28-29)

 

P: Em junho, você vem a Madri para apresentar seu último livro, , La contemplación del héroe. Quais foram seus objetivos ao escrevê-lo? O que você pretende transmitir aos seus leitores?

O que pode ser transmitido? O essencial do que somos não pode ser transmitido. A única coisa que podemos compartilhar é o nosso espanto diante de nossas tentativas e estratégias repetidas tentando dar sentido e significado à maravilhosa e terrível dança de Shiva, que é a nossa própria dança. Dança que nunca pode ser entendida e que explico no primeiro capítulo, Confesiones de ignorancia, que é muito curto. Eu adoraria, se no final da leitura, o leitor fechasse o livro explodindo em gargalhadas por ter percebido a piada cósmica de tudo isso.

 

P: Interessa-me sua definição de herói, que você coloca entre o animal social, condicionado por seu ambiente, e o ser divino, sem qualquer condição. Conte-nos sobre esse conceito de herói tântrico e como o yoga pode ajudar-nos a encontrar nosso próprio herói.

O modelo de nossas sociedades e o sistema de ensino, geralmente transmitido por nossos pais, é baseado em medo, vergonha e culpa. A maioria das organizações sociais reforça esse condicionamento, o do indivíduo separado do mundo, o de um universo que seria estranho e perigoso. O animal social se crê uma entidade separada do resto através de uma história pessoal e que, graças aos seus esforços e trabalho árduo, terá um lugar nesta sociedade ou no paraíso.

“Aquele que vê o que percebe como sendo ele mesmo (a existência objetiva é apenas a expressão da nossa subjetividade) é um professor (pati), enquanto aquele que se considera diferente do que percebe, é um pashu (um ser acorrentado).” (Utpaladeva Isvarapratyabijnakarika, Livro III, capítulo 2, verso 3).

O Vira (herói) não tem nada a ver com o herói de Hollywood que mesmo nas situações mais assustadoras mantém sua melhor imagem, sempre apresentável e politicamente correta. O Vira também não tem nada a ver com o guerreiro espiritual que realiza a luta contra os moinhos de vento. Tudo o que se apresentado a ele e o estado em que ele se encontra, qualquer que seja, é unicamente a expressão da Consciência. Tudo é alimento para ele. Ele não quer transcender ou idealizar o estado em que se encontra. Para ele, a realidade em si é a prática autêntica e última.

“Eu sempre pratico os três lembretes. São como lagos que limpam o coração. Primeiro, lembro-me de que sou uma forma de Consciência infinita. Então observo os gloriosos fenômenos do universo como a expressão do universo, a expressão da minha própria Consciência. E no final eu vejo os diferentes estados de Consciência como se se tratasse de mim mesmo, do meu próprio ser.” Lalla.

“Tudo o que é percebido, tudo o que existe, é precipitadamente jogado no fogo que ruge no estômago de nossa própria consciência, abandonando, assim, toda diferenciação; alimentando-o com diferentes tipos de combustíveis que a realidade nos oferece a cada momento. Uma vez que a forma de todas as coisas e objetos tenha sido dissolvida com esta digestão violenta, somente a energia pura da Consciência permanece”. (Abhinavagupta, Tantraloka).

“Chamamos de sacrifício a tudo que o herói (vira) assume através do pensamento, fala ou corpo, qualquer que seja a atividade capaz de revelar o essencial.” (Abhinavagupta, Tantraloka).

Nada pode ajudar, nada pode impedir. Como Abhinavagupta diz no Tantraloka: “A consciência não é um produto da atividade; os rituais, a prática do yoga, não podem servir como um caminho. A atividade só existe através da pré-existência da Consciência.”

Acreditar que o yoga ou qualquer outra coisa poderia ajudar a descobrir, a encontrar nosso próprio herói, seria simplesmente uma estratégia como qualquer outra que me projeta em direção ao futuro e que me diz que tal como sou agora há algo que não funciona. Que teria que praticar, meditar, purificar, ir mais longe, ceder, soltar, acordar. É apenas um catálogo de decadência e perdas desesperadas com um futuro inexistente.

Por acaso somos um corpo-mente que de vez em quando experimenta o infinito, ou somos a Consciência infinita que experimenta as contrações, as limitações do corpo-mente?

É inútil tentar revelar a capacidade de nossa própria Consciência, a capacidade heróica de esquecer-se e limitar-se, pelo prazer do jogo, através de uma história pessoal, com tudo o que isso implica.

 

(https://www.yogaenred.com/2018/05/24/entrevista-con-christian-pisano-asana-solo-es-una-ola-en-el-oceano-del-yoga/)

 

[1] N. T. Shiva Sutra 3.10 rango’ntaratma

Ranga é o palco, o local onde a alma universal pode encenar inúmeros papéis. Antaratma é a alma interior que tomou a forma do corpo sutil (puryashtaka). O corpo sutil carrega os traços residuais de nossas boas e más ações de uma vida para a outra. [Jaideva Singh] Cada um de nós é a composição perfeita de cada um de nossos pensamentos, ações e obras em todas as vidas anteriores.

A alma interior age em três estados: desperto, sonho e sono profundo. A consciência destes três estados é importante no Shivaísmo da Caxemira, porque temos que nos tornar conscientes de todos os três.

Yoga e menstruação

Geeta S. Iyengar responde a perguntas sobre

Yoga e menstruação

Tradução Geisa França – Revisão: Marcia Neves Pinto

 

Quais asanas e pranayamas podem ser praticados de maneira segura durante a menstruação?

A partir do primeiro dia até o final da menstruação, deve ater-se à prática dos asanas que ajudam as mulheres a manterem-se saudáveis e que não criam obstrução ao fluxo menstrual. Estes asanas têm de ser selecionados para que não a deixem sem energia ou causem qualquer distúrbio hormonal.

As extensões de pé para a frente (uttistha paschima pratana sthiti), como Uttanasana, Adho Mukha Svanasana, Prasarita Padottanasana e Parsvottanasana — de preferência com a cabeça apoiada — são de auxílio durante a menstruação. Com a finalidade de suavizar o abdômen, deve-se, primeiro, fazer com as costas côncavas, antes de ir para a postura final. Mas aquelas que sofrem de dores no corpo, dores lombares , queda no nível  de energia ou quedas súbitas do nível de açúcar no sangue, devem evitar estas posturas.

Ardha Chandrasana e Utthita Hasta Padangusthasana II ajudam a regular o sangramento excessivo, dores nas costas e cólicas abdominais. Aquelas que sofrem com dores ciáticas ou de deslocamentos discais, devem incluir estes dois asanas em sua lista.

Os asanas supinados (supta sthiti) — como Supta Virasana, Supta Baddhakonasana, Supta Svastikasana, Matseyasana e Supta Pagangushtasana II, (feitos com suporte de cintos, almofadões e mantas), relaxam os músculos e nervos que estão em constante estresse, tensão e irritação. Estes asanas ajudam a relaxar e a acalmar o latejamento constante.

Aquelas que sofrem de falta de ar, peso no peito, retenção de líquidos, sangramento intenso, cólicas abdominais, irritação e impulsão mentais, acham estes asanas muito eficazes para reduzir e eliminar estes problemas.

As extensões simples para frente (pashima pratana shitti) — como Adho Mukha Virasana, Adho Mukha Svastikasana, Janu Sirsasana, Triang Mukhaikapada em Paschimottatanasana, Ardha Baddha Padma em Paschimottanasana, Marichyasana, Parsva Upavisthakonasana e Adho Mukha Upavisthakonasana — executadas de modo restaurativo, regulam o excesso de sangramento, aliviam o abdômen e fazem com que as palpitantes células do cérebro repousem. Estes asanas auxiliam àquelas que sofrem de dores de cabeça, dores nas costas, fluxo menstrual intenso, cólicas abdominais e fadiga.

Os asanas sentados (upavistha sthitti) — como Svastikasana, Virasana, Padmasana, Baddhakonasana, Upavisthakonasana, Gomukasana, Mulabandhasana etc. — ajudam a remover a tensão e o estresse. É também o momento em que se pode  lidar com os joelhos, isquiotibiais, virilhas, tornozelos e dedos dos pés, a fim de lubrificá-los, estendê-los e flexioná-loss, de modo que as articulações relaxem e sejam eliminados o inchaço e a dor.

Durante a menstruação, é o momento para as mulheres que têm dores causadas por artrite, trabalharem os  ombros, cotovelos e punhos praticando Parsva Baddha Hastasana, Paschima Namaskarasana  e Gomukasana (posição dos braços), e a série de Cordas 1 para os ombros, etc. Então, aquelas que sofrem de dores de artrite e reumatismo, e edema nas articulações  , podem dedicar tempo suficiente para trabalhar estas áreas, lenta e gradualmente soltando e aliviando estas articulações sem agressividade.

Aquelas que não puderem fazer Virasana e Padmasana podem colocar energia (sem agressividade) para trabalhar sobre os joelhos, na medida em que haverá tempo suficiente, pois não estará apressada para terminar a rotina prática diária.

A fim de ter um bom repouso orgânico e nervoso, deve ser feito Viparita Dandasana e Setubandha Sarvangasana (purva pratana sthitti), que ajudam a energizar e estimular o cérebro, o peito, os pulmões e o coração e a manter o equilíbrio hormonal no sistema glandular.

Podem ser feitos Savasana, Ujjayi e Viloma pranayama em Savasana. Se a menstruação é normal, sem provocar nenhuma dor, dores de cabeça, irritação, ansiedade, sufocamento ou depressão, podem ser feitos os pranayamas  Ujjayi e Viloma em uma postura sentada.

Dentre todos estes asanas, apenas para manter a saúde durante a menstruação, de rotina deve-se praticar os asanas supinados, extensões para frente, Viparita Dandasana, Setubandha Sarvangasana e pranayama em Savasana, como um curto programa, embora  leve normalmente 1:h30 a 2:00h.

Quais asanas e pranayamas devem ser evitados?

Devem ser evitadas posturas invertidas (viparita sthitti) como Adho Mukha Vriksasana; de equilíbrio sobre os braços como Bakasana (bhujatalan sthitti; extensões para trás (purva pratana sthitti) como Urdhva Dhanurasana e Kapotasana; que causem obstruções no corpo (grantha sthitti) como Yoganidrasana, Eka Pada Sirsasana, e contração abdominal (udara akunchana sthitti) como Navasana e Jathara Parivatasana.

Devem evitar-se os pranayamas em asanas sentados. Se forem feitos mesmo assim, não o devem ser por mais de quinze minutos. Evite Antara e Bahaya Kumbhakas, Uddiyana e Mula Bandhas, Bhastrika, Kapalabhati e Mahamudra.

Por que não devemos praticar invertidas (viparita sthitti) durante a menstruação?

Se fizermos inversões durante a menstruação, o fluxo sanguíneo se interromperá. Aquelas que tentarem fazer, por entusiasmo ou indiferença, perceberão que o fluxo cessa abruptamente. Isso certamente não é bom para a saúde, pois pode acarretar no aparecimento de miomas, cistos, endometriose e câncer, danificando o sistema.

De acordo com a ayurveda, o que deve ser excretado deve ser expelido, e não retido ou mantido. Você não pode reter urina, fezes, catarro, muco, etc, dentro de si, porquanto são substâncias que devem ser descartadas. Chamam-se mala —- os resíduos que precisam ser excretados. Se eles são mantidos dentro de si, convidam todas as doenças.

Durante a menstruação, é preciso diminuir o esforço físico, incluindo caminhar, dançar ou fazer trabalho doméstico pesado. O corpo exige descanso e relaxamento, e é preciso fornecer isso.

As invertidas têm suas próprias características. Essa categoria de asanas interrompe o fluxo menstrual e, quando realizada durante a gravidez, mantém o feto seguro e saudável. Para aquelas que sofrem com abortos espontâneos frequentes, estes asanas são benéficos. É permitido iniciar a prática de invertidas após doze dias de fluxo, se tiver período prolongado por mais de quinze dias. As invertidas estancarão o sangramento. Obviamente, é preciso conhecer a causa por trás de tais fluxos prolongados e intensos, e tratar da doença com outros asanas durante o período não menstrual. No entanto, que o fluxo pode ser regulado, é um fato. Se uma mulher fica menstruada durante a ovulação, as invertidas são administradas como remédio.

Após o ciclo menstrual inicie a prática de asanas com as inversões, na medida em que são altamente curativas, no que diz respeito ao sistema reprodutivo. Elas rapidamente provocam o equilíbrio hormonal.

Neste contexto, até onde os efeitos das invertidas são conhecidos, não se deve duvidar de omití-las durante a menstruação. Ainda assim, se devido à obstinação e rigidez, alguém se forçar a fazê-las, pode ter que pagar muito caro mais tarde, se não, imediatamente. O fluxo deve parar completamente antes que se possa retomar a prática de invertidas. A questão não é de três ou quatro dias. Assim que o fluxo parar, comece com a prática de invertidas. Não vá de repente para as posturas em pé, flexões para trás, equilíbrio, etc. Lembre-se de que você acabou de dar à luz a um bebê não nascido, já que a menstruação é chamada de funeral do bebê não nascido.

Geeta S. Iyengar

Pune, fevereiro de 2003.