BOBBY CLENNELL E O LIVRO DO YOGA PARA MULHER

 

BOBBY CLENNELL E O LIVRO DO YOGA PARA MULHER

Woman Book

Marcia Neves Pinto

 

Bobby Clennel descobriu o caminho do yoga em 1973, indo a aulas de Iyengar yoga por sugestão de um amigo. Em 1975 Booby, seu marido e seus dois filhos visitaram Pune, onde ela e seu marido, Lindsey Clennell, estudaram com a família Iyengar. Aquela foi uma experiência marcante na vida deles. O impacto dos ensinamentos de B. K.S. Iyengar foi profundo e duradouro.

Bobby relata que nunca tinha encontrado um professor que cobrasse – e recebesse – tanta atenção. Quando ele ensinava, seus olhos estavam em todos os lugares. Em suas aulas, era necessário estar completamente presente e participar integralmente. É parte integrante dos ensinamentos de Iyengar Yoga estar plenamente desperto e focado, tanto em sala de aula quanto na vida, e ter o maior respeito pela prática. Desde esta viagem a Pune, muitas se seguiram para estudar e praticar com os Iyengar.

Bobby e Lindsey Clennell compartilham o completo compromisso com o método Iyengar Yoga. Ambos foram certificados no método em 1977 e ensinam desde então.

Em 2007 Bobby Clennell escreveu o livro The Woman’s Book: Asana and Pranayama for All Phases of the Menstrual Cycle, baseado no trabalho de seu professor, B. K. S. Iyengar e também inspirado no trabalho inovador e dedicado de Geeta Iyengar no campo do yoga e as mulheres.

No prefácio assinado por Geeta Iyengar, ela sustenta que o yoga tem um grande potencial para auxiliar na saúde física e mental, o que é essencial para as mulheres, embora as mulheres também não devam esquecer da profundidade espiritual do yoga. A dinastia ancestral de mulheres no yoga prova que, além da saúde física, ela também lutou pela saúde espiritual para enriquecer suas vidas. Mas sua busca não as fez virar as costas para suas responsabilidades familiares e mundanas. Esse equilíbrio tem que ser atingido também pelas mulheres da atualidade, quando o estilo da vida moderna as faz esquecer sua condição feminina. Geeta conta que, ensinando yoga desde os anos 1960, pode observar a ligação entre o ciclo menstrual, as mudanças hormonais e os problemas típicos das mulheres, sejam eles físicos, fisiológicos ou emocionais, podendo igualmente observar como seu método de ensino auxiliou suas alunas. Pesquisas comprovaram essa conexão, motivo pelo qual sugere que as mulheres respeitem sua condição feminina e pratiquem yoga de acordo com ela.

Neste seu livro, Bobby Clennel concentra-se na prática de yoga durante as diferentes fases da menstruação, desde a menarca até a menopausa, dando um passo a passo de como praticar yoga para equilibrar, regular e honrar o ciclo menstrual, seja você aluna iniciante ou avançada. Em suas páginas, as mulheres – e seus professores – vão encontrar respostas para muitas questões que enfrentarão durante a vida. Cada capítulo explica os benefícios da prática de um asana, ao mesmo tempo em que alerta sobre o que se deve ou não fazer, com ilustrações que demonstram exatamente o que fazer.

O mérito do livro (somente em inglês) é abordar questões que são pouco tratadas na prática de yoga e mesmo no conjunto da obra de B. K. S. Iyengar, de uma maneira mais detalhada, acessível e prática, ainda que se considere o livro de Geeta Iyengar, Yoga a Gem for Women. As ilustrações de Bobby Clennell são de grande auxílio e muito elucidativas. É um livro indispensável na biblioteca de todo praticante ou professor de yoga.

A menopausa é o término natural do ciclo menstrual e dos anos reprodutivos da mulher. Embora a menopausa tenha início antes dos 40 anos em 10% das mulheres nos Estados Unidos, usualmente ela ocorre por volta dos 51 anos de idade. A transição completa dura aproximadamente de seis a treze anos. Isto inclui a fase pós menopausa, quando as mulheres frequentemente experimentam sintomas que refletem uma acomodação das mudanças hormonais.

Durante a menopausa, o ciclo menstrual sofre mudanças radicais. As mulheres têm um número limitados de óvulos estocados nos ovários e, na medida em que alcançam os 40 anos, ocasionalmente têm períodos em que a ovulação não ocorre. Consequentemente, na medida em que os níveis de estrogênio e progesterona se tornam mais erráticos, o mesmo acontece com seus períodos. Um a três anos antes de se estabelecer a cessação permanente dos ciclos, as mulheres frequentemente deixam de ter um ou mais períodos. Elas podem achar que quando a menstruação ocorre, ela é mais frequente. Mulheres na perimenopausa podem experimentar meses de baixo estrogênio, quando sentem os calorões, junto com um período escasso ou leve. A isso pode se seguir um mês de alto estrogênio, quando os calorões desaparecem e elas experimentam dor no peito e sangramento pesado.

As mulheres na pós menopausa frequentemente estão muito mais sintonizadas com seu poder interno e seus sentimentos intuitivos do que eram em sua vida mais jovem. Não mais à mercê dos ciclos hormonais constantes, elas frequentemente descobrem que têm energia extra para dirigir para as áreas espiritual, criativa e social de suas vidas. Na medida em que as mulheres continuam a elevar conhecimento acerca do papel das mulheres mais velhas na sociedade, começa a ficar mais evidente que nunca que precisamos da contribuição dessas mulheres mais experientes e maduras em todas as áreas de nossa cultura global.

Se você está na pré menopausa (perimenopausa) e sente as mudanças de humor, irritabilidade e tensão típicas da fase, vai encontrar uma prática para auxiliar a amenizar estes sintomas no capítulo 15 do livro que, embora trate da TPM (tensão pré menstrual), pode muito bem aplicar-se para aliviar os mesmos sintomas na perimenopausa.

Bobby Clennel sugere que sua prática sempre leve em consideração seu estado mental, seu nível de energia e a fase de seu ciclo. Sem yoga, a oportunidade de transformar caos em significado pode ser jogada fora.

A sequência a seguir ajuda a manter as alterações de humor sob controle. As posturas da seção I, supta baddha konasana I e supta virasana, expandem o peito e elevam o coração. Também aliviam o cansaço. A prática das posturas da seção II, onde a cabeça está apoiada, aquietam o cérebro e preparam para as invertidas da seção III, salamba sirsasana é opcional. Quem pratica esta postura regularmente retém uma perspectiva espiritual na vida. Entretanto, se a pose é um esforço para você, pode irritar os nervos nesta ocasião. Salamba sarvangasana I é uma inversão com suporte que alivia a ansiedade e dissipa a irritação. Se você sofre de pressão alta, pratique adho mukha virasana por 3 minutos antes e depois de salamba sarvangasana I. Ardha halasana tem a capacidade miraculosa de eliminar a reatividade emocional, incluindo irritação e raiva.

Por meio da prática de flexões para frente sentadas da seção IV, a agitação se tornará tranquilidade. Os redemoinhos mentais e emocionais darão espaço à paz. Janu sirsasana também ajuda a normalizar os níveis de açúcar no sangue e o controle de desejo por comida.

As posturas da seção V, viparita karani e setu bandha sarvangasana II, ajudam a estabilizar as emoções, proveem repouso profundo, promove paz e clareza mental.

Se você está se sentindo cansada, inicie a prática com a seção I. Se você não está cansada, mas a tensão está fazendo a pressão arterial subir ou você está com dificuldade de coletar seus pensamentos ou de concentrar-se, em vez disso comece com a seção II.

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