Arquivo do mês: fevereiro 2013

sede de prāṇā.

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Meditação é transformação!

Interessante…

Tattwa Terapias Integradas

Meditação é transformação

 mandalass (280)Se você sentir muita resistência contra a meditação, isso simplesmente mostra que bem lá no fundo você está alerta para o fato de que algo irá acontecer e mudar toda a sua vida.
Você tem medo de renascer. Investiu muito em seus velhos hábitos, na antiga personalidade e na velha identidade. Meditação é apenas limpar o seu ser, tentar tornar-se jovem e saudável, tentar tornar-se mais vivo e mais alerta. Se você tem medo da meditação, isso significa que você tem medo da vida, que você tem medo da consciência alerta; e a resistência vem, porque você sabe que, se você se mover para dentro da meditação, algo fatalmente acontecerá.
Se você absolutamente não estiver criando resistência, isso pode ser porque você não leva a meditação muito a sério, você não toma a meditação muito sinceramente. Então, você pode brincar — o que há…

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Sem desculpa para errar

Muito bem lembrado.

Estar Bem

Observância e autodisciplina. Quem pensa que yoga  é apenas ásana se engana. I.K Taimni, uma autoridade mundial em yoga, autor do livro “A ciência do Yoga”, aborda uma questão muito comum no livro “Preparação para Yoga”, mas que merece atenção. Às vezes queremos justificar nossos erros, nos justificando para nós mesmos, mas “se estamos decididos a agir corretamente, estaremos aptos a fazê-lo sem dificuldade”. Leia abaixo

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(…) não é necessária qualquer percepção introspectiva para a erradicação das tendências indesejáveis mencionadas (ira e ciúme). São instruções para se cumprir sem discutir ou analisar. Se somos tentados a dizer uma mentira, por exemplo, não devemos parar para pensar se as circunstâncias justificam uma falsidade, nem investigar nossos motivos para mentir. Devemos simplesmente afastar os pensamentos hesitantes e fazer o que é correto, sem maiores questionamentos. Para isso é preciso apenas uma percepção comum das atividades e tendências mentais. Se estamos decididos a agir corretamente…

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CORE OF THE YOGA SUTRAS: novo livro de B. K. S. Iyengar, por ele mesmo

DSC07957No prólogo ao seu novo livro, Guruji relata que quando iniciou a leitura dos Yoga Sūtras, eles pareceram concisos demais para serem entendidos. Somente anos de total envolvimento e absorção em sua prática com o auxílio do Haṭhayoga Pradīpikā e dos capítulos do Bhagavad Gītā em que o Senhor Krishna lida com a prática do yoga, é que ele começou a adquirir algum conhecimento básico.

Então ele começou a ler algumas traduções de comentários sobre os Yoga Sūtras, que, embora tenham oferecido a ele uma visão panorâmica da filosofia do yoga, em suas aplicações práticas pareceram um tanto limitadas. Assim, ele tentou empreender um estudo comparativo e analítico dos Sūtras com Haṭhayoga Pradīpikā, Bhagavad Gītā e Upaniṣads, o que o ajudou a gradualmente apreender a essência dos Yoga Sūtras de Patañjali.

“A obra prima de Patañjali deve ser vista como um compêndio sobre a completa herança espiritual e literária da Índia clássica.” (p. xxxvi)

“Devo enfatizar que minha experiência e opinião me levam a sugerir que estudantes de yoga devem ler e estudar muito bem antes de empreenderem ao estudo do Pātañjala Yoga Sūtras.

HarperCollins, Londres, publicou meu livro Light on the Yoga Sūtras of Patañjali em 1993. Agora, à luz da minha experiência e da sabedoria que ganhei desde então, estou tentando uma nova oferta, na qual considerei as ligações ocultas dentro do texto de forma a revelar o significado central, ou coração, que está implícito nos sūtras. (…) Meu propósito é fazer com que estudiosos yaugika entendam a profundidade filosófica e a interconexão dos sūtras melhor. Eu também quero que eles apreendam o significado dos sūtras e aprendam como colocá-los em prática, de modo que possam experimentar os frutos do yoga mais rapidamente do que eu.” (xxxvii)

E ele o faz: jay, Guruji! O novo livro é um passeio pelos quatro capítulos dos sūtras, uma jornada tornada agradável e muito mais simples, ao menos para as nossas mentes ocidentais. Por oportuno, esclareço que muito mais simples não significa fácil…

Marcia Neves Pinto

CORE OF THE YOGA SUTRAS: novo livro de B. K. S. Iyengar, por Sri Murli Manohar Joshi

DSC07957Marcia Neves Pinto

Recomendo a leitura do novo livro do Guruji, Core of the Yoga Sūtras, prefaciado por Sri Murli Manohar Joshi e onde se pode ler que o yoga é o mais maravilhoso presente da Índia para a humanidade: “yoga é uma matéria divina e tão antiga quanto a Criação; entretanto, não é fé nem superstição; é uma matéria com filosofia, gramática e objetivo bem definidos, que representa a espiritualidade da Índia.” (Pā̄n̄carātra) (p. xxi).

Os Vedas não mencionam especificamente os āsanas e, portanto, as posturas não são descritas por Patañjali nos Yoga Sūtras. O estado atual do sistema do yoga é o resultado de tapasya dos antigos sábios através dos milênios. Sri Murli Manohar Joshi ressalta que “Dr. B. K. S. Iyengar é ele mesmo um brilhante exemplo dessa tapasya.”(p. xxiii), sendo interessante notar que ele não foi inicialmente treinado na literatura da filosofia clássica do yoga, “mas como ele mesmo disse, sua aguda observação dos profundos reflexos gradualmente resultaram em uma compreensão instintiva da matéria. (…) Tendo percebido que as limitações da literatura existente sobre yoga, Dr. Iyengar decidiu arrogar a si realizar um estudo comparativo e crítico sobre os Yoga Sūtras de um lado e do Haṭhayoga Pradīpikā, Śrimad Bhagavad Gītā e Upanishads, entre outros.

Não estando satisfeito somente com um conhecimento teórico do yoga, Dr. Iyengar ingressou em uma prática experimental também. Em suas próprias palavras ‘Em meu sādhanā, meu corpo, minha mente, inteligência e atenção tornaram-se um laboratório experimental. Eu tentei fazer um estudo comparativo e analítico dos Sutras com o Haṭhayoga Pradīpikā, Bhagavad Gītā e Yoga Upaniṣads. Isso me auxiliou a gradualmente a apreender a essência do Yoga Sūtras de Patañjali.” (p. xxiii)

E prossegue: “Nas duas décadas posteriores à publicação de Light on Yoga Sūtras of Patañjali, Dr. Iyengar experimentou em seu sādhanā uma total transformação de seu ser. (…) Essas experiências conduziram o Dr. Iyengar em direção a um melhor entendimento do Yoga Sūtras e também sugeriram a necessidade de rever esse trabalho anterior juntamente com um novo olhar sobre a apresentação de Patañjali. Este livro, Core of the Yoga Sūtras, se baseia na experiência yogic do grande Sadhaka Yogacharya Dr. B. K. S. Iyengar, e revela o coração dos sūtras sob uma nova luz. Ele revela o coração dos aspectos ocultos dos Sūtras de Patañjali e provê um melhor entendimento da disciplina do yoga. (…)

Dr. Iyengar enfatiza que a yogic sādhanā conduz à transformação do sādhaka do natural (prakrti) ou estado não refinado a um estado refinado (samskrta). Ordinariamente a pessoa permanece em um estado no qual responde instintivamente às forças da natureza (prakrti) e é governada pela lei do karma; a sādhāna do yoga a conduz a agir de acordo com a lei do dharma. Essa transformação não vem de forças exteriores, mas por meio de retirar de dentro o que já está presente. (…) Como isso pode ser alcançado, necessita de um muito claro entendimento tanto da filosofia quanto dos aspectos práticos do yoga. Neste trabalho, Dr. Iyengar explica em uma linguagem muito lúcida e simples como os sūtras de Patañjali podem promover essa forma de aprendizado a partir de dentro e adquirir um estado em que o sādhaka (o eu interior) se funde com o Ser Supremo – onde, em outras palavras, a diferença entre aquele que vê e o que é visto desaparece.” (p. xxiii/xxv)

EM SALA DE AULA COM PRASHANT S. IYENGAR III

Prashant

janeiro/2013

por Marcia Neves Pinto

A aula de Prashant S. Iyengar teve como tema os efeitos da expiração efetuada durante os āsanas em nosso corpo e mente.
Entretanto, como tal matéria é precedida no Yogasana – an adhyatmik academy pelos requisitos preliminares desejáveis para a prática de āsanas, vou sintetizar esse tópico a fim de avançarmos respeitando a didática de Prashant.
A atividade desejada nas preliminares Asanik necessita do trabalho da mente perceptiva ou em outras formas como mente sensitiva, observadora, deliberadora, reflexiva, pensativa, meditativa, executiva, demonstrativa, aprendiz, estudiosa, mente compreensiva. Portanto a mente deve precisa estar disposta para isso.
E também a mente tem de assumir fazer, aprender, estudar, entender, consolidar, maturar ou outras condições. Deste modo, a mente tem de servir ao conjunto do corpo, ao conjunto da respiração e ao conjunto da mente, assim como prover suporte apto para a condição de executar o āsana, de permanecer no āsana e manter o āsana eficaz, fácil e confortavelmente.
No āsana devem ser estabelecidas corretamente as condições do corpo, mente, sentidos, respiração, consciência, consciência consciente e daí por diante.
E neste ponto iniciou-se a aula de hoje. Nos āsanas, a exalação, e uma extraordinariamente profunda exalação é uma ferramenta da maior importância para configurar corretamente a nossa mente fenomênica, que é espaçosa e vasta.
Portanto, o yoga não se limita apenas a configurar corretamente a superfície da mente, a mente psicológica, a mente temporal ou a mente do período de tempo da nossa vida, mas provê um esquema para configurar corretamente a mente eterna ou essencial.
Quando a exalação profunda é direcionada para a matéria corporal e se dá concomitantemente com o movimento biomecânico de um āsana, o corpo físico encontra uma condição única: as células, tecidos e fibras do corpo tem uma condição única. Há também um efeito sombra sobre a matéria mental.
Quando a exalação é direcionada para a mente em um āsana, a mente tem uma condição única de deixar ir, fluir, relaxar, distender, compor, inibir e internalizar, subjetivar, isolar, aquietar, etc. O corpo, por sua vez, terá uma sombra sobre si.
Quando expiramos colocamos para fora alguma coisa a fim que quando inalamos poder trazer para dentro alguma coisa, como aprendemos nas aulas de física na escola: para que algo entre é preciso que algo saia, pois dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Mas o que estamos expelindo e o que estamos absorvendo?
Façam o āsana (os āsanas alternados nesta aula foram primeira posição nas cordas, Viparita Dandāsana na cadeira e Setu Bandha Sarvangāsana com um bloco) e observem o que acontece na medida em que expiram. O que está sendo descartado? A resistência do corpo? O medo de não estar apto a executar o āsana? A incerteza de estar executando o āsana corretamente? Os vṛttis? Ou estamos descartando exatamente o que devia ser guardado? O que está acontecendo com o āsana? Está melhorando, piorando ou nada está acontecendo?
Agora voltem a atenção para a inspiração e observem o que estão absorvendo. Usem a respiração no āsana para controlar as oscilações da mente e dirigir-se a samadhi ou pelo menos a pratyahara.

A CIÊNCIA DA RESPIRAÇÃO
“A respiração em yoga tem de ser compreendida em perspectivas não usuais. (…) É de primordial importância que os āsanas sejam executados com a cultura de respiração ‘yoguica’. Um neófito deve usar a expiração como rota de aprendizado da respiração ‘asanica’. Deste modo, devemos lidar com os conceitos de respiração ‘yoguica’na expiração. (…)
A expiração humana é mera ejeção de dióxido de carbono, algum calor, alguma umidade, algum odor oral e alguns gases intestinais (arroto). Entretanto, no yoga em geral e nos āsanas em particular, expirações têm uma variedade de papéis a desempenhar. Yogasanas são constituídos e compostos por kriyas – bandhas – mudras.
Respiração e expiração desempenham um relevante papel aqui. Deve ser notado que a respiração estimulada desempenha papel relevante para japa e meditação (dhyana). A respiração trabalha de forma evidente sobre a anatomia, fisiologia, neurologia, bioquímica e psicologia humanas.
A respiração universalmente trabalha para a vida humana e também para a manutenção do funcionamento dos sistemas autônomos. (…) Entretanto, yogasanas fazem com que se aplique a respiração para diferentes condições biomecânicas e posturais. As pragmáticas ciências modernas descrevem o mecanismo da respiração de maneira simplista – o diafragma sobe na inspiração e desce na expiração; ou a caixa torácica abre e fecha; ou infla e desinfla; ou alaga ou estreita com a respiração; ou os ângulos das costelas se dirigem para cima para a inalação e se dirigem para baixo na expiração. O fato é muito mais do que isso. Mesmo para a percepção do homem comum, a posição vertical do corpo, a posição supinada do corpo, a posição pronada do corpo ou deitada sobre o lado direito ou deitada sobre o lado esquerdo podem causar enormes diferenças na dinâmica da respiração. De novo, cada um e todos os estados da mente irão novamente modificar a dinâmica da respiração. O ritmo da respiração provoca variações na dinâmica da respiração. (…) Desta forma, as técnicas de respiração são bastante maleáveis e se modificam devido a posição do corpo, condição do corpo, ação do corpo, estado mental, estado emocional, condição de saúde interna, condição ambiental externa.
Os āsanas provêm um laboratório fabuloso para estudar a respiração (…). Entretanto, conforme afirmado anteriormente, o neófito inicia utilizando a escala de expiração da respiração (…). A expiração pode ser usada como um agente para a atividade do corpo e da mente. Pode ser usada como um assistente subserviente, depois como um substituto e suplementar e mais especificamente como governador e cacique da encarnação.” (p.79/81)
O iniciante pode eficazmente usar a expiração com surpreendente generosidade para relaxar e soltar, ativar, mobilizar e condicionar o corpo, até mesmo tratá-lo clinica e cosmeticamente. Há expirações para várias condições do corpo em āsanas como, por exemplo: estender, contrair, alongar, distender, dilatar, inflar, desinflar, sugar, flexionar, arquear, torcer, endurecer, suavizar, enrijecer, relaxar, etc, cada uma dessas ações correspondendo a um modo diferente de expiração. Portanto, o praticante pode desenvolver um repertório muito rico de expiração como condicionador do corpo.
Mas a expiração também funciona como condicionador da respiração. Mais especificamente, pode funcionar como condicionador da mente, a partir do plano cosmético para as camadas internas e o centro da mente, podendo: ativar, dar poderes, pacificar, sublimar, enobrecer, tranquilizar, agitar, compor, coletar, intelectualizar, sensibilizar, transportar a mente e criar incontáveis condições para a proeminência do yoga. A mente estará mas eficaz para a conação, cognição, sensação, percepção, para pensar, analisar, sintetizar, deliberar, refletir, meditar, entrar em transe.
“O cultivo da expiração com pronunciado desapego, placidez e resignação pode realmente auxiliar a mente a tornar-se irrepreensível, inculpável e remover os defeitos. De fato, essa é a religião do yoga.” (p. 85)

Namaskar!

EM SALA DE AULA COM PRASHANT S. IYENGAR II

Prashant

janeiro/2013
por Marcia Neves Pinto

Continuando com a ideia de que posturas e āsanas são duas coisas totalmente distintas, a aula de hoje teve por objeto nos fazer aprender a importância da respiração na execução, manutenção e desfazimento do āsana.
O aprendizado começou por observarmos o que acontece com a postura (no caso, estávamos sentados em Swastikāsana, fazendo retroflexão com o tronco até colocar os antebraços no chão) se ingressamos nela após a inspiração, após a expiração, na retenção após a inspiração e na retenção após a expiração. Tentem! Provavelmente vocês vão se surpreender com as diferenças, assim como eu.
Depois observem o que acontece com o āsana (neste caso, Bharadvājāsana) conforme vamos inspirando, retendo, expirando, retendo, enquanto vamos evoluindo na sua execução: a inspiração é mesma em cada fase? A retenção fica igual em cada fase? O que acontece com a expiração?
Que efeitos tem a inspiração, retenção e expiração na execução do āsana? Na mente durante o āsana? Na sensação do āsana?
Observem que uma postura consome energia, enquanto um āsana produz energia. Quanto mais repetimos uma postura, mais cansados ficamos. Quanto mais repetimos um āsana, mais energia geramos. Devemos sair de uma prática de āsanas energizados.
É importante frisar aqui que Prashantji não está interessado em ensinar como fazer os āsanas, segundo ele, coisa que estamos bastante habituados a ter, mas a ensinar a aprender os āsanas, a estudar os āsanas, a conhecê-los na academia do nosso próprio corpo, que trará resultados diferentes a cada dia. Conhecimento é diferente de aprendizado. Se supomos que conhecemos, não aprendemos nada.
A metáfora empregada aqui foi a de fazer uma viagem. Se vamos de avião de Pune a Mumbai, nós fazemos uma viagem sem nada conhecer ou observar, portanto, viajamos sem fazer uma jornada. Ao contrário, se vamos de carro de Pune a Mumbai, a cada segundo vamos ver novas coisas na estrada, vamos observar acontecimentos diferentes, deste modo fazendo uma jornada durante nossa viagem, aprendendo novas coisas, assimilando novos pontos.
De modo semelhante, em vez de pegarmos o mat e o timer e sairmos fazendo as ações que aprendemos para executar um āsana de modo automático, mera repetição, devemos a cada dia tomar o āsana como se fosse uma nova estrada e observá-lo cuidadosamente, percebendo como naquele dia o corpo está executando as ações, a mente está observando as ações, a respiração está se modulando durante as ações e se está auxiliando ou não na amplitude das ações.
Mais além, precisamos diferenciar entre ficar em uma postura e manter um āsana. Podemos ficar em Śīrṣāsana por dez minutos, mas é completamente impossível manter Śīrṣāsana por dez minutos. Na manutenção de um āsana nada pode mudar, nem um simples detalhe, embora a respiração deva desenvolver-se sem alterações. Para manter um āsana é preciso executar um processo psicológico e de recolhimento dos sentidos, é preciso concentrar-se e manter imperturbável essa concentração bem como todas as ações do corpo. Em uma permanência em Śīrṣāsana de dez minutos, executamos mais ou menos uma manutenção diferente em Śīrṣāsana a cada dez segundos, porque a mente vagueia, os sentidos se voltam para fora, o corpo se move e temos de envidar esforços para retornar à manutenção.
Experimente fazer um minuto de manutenção em Uṣṭrāsana… Concentre sua atenção nas costelas flutuantes e faça todos os ajustes para manter o āsana… Repita Uṣṭrāsana agora levando a atenção para a parte inferior das escápulas e veja se é o mesmo āsana e a mesma manutenção… E siga tentando colocando a concentração em diferentes pontos: lombar, sacro, posteriores de coxas, anteriores de coxas, peito dos pés, etc. Observe e aprenda!
Sustenta Prashantji que precisamos nos livrar do hábito de executar o āsana fotográfico, perfeito, as ações corretas. Na vida raramente as ações corretas nos ensinam alguma coisa. Geralmente aprendemos com os erros. Os erros nos ensinam o que é certo para nós. Cometam as ações incorretas e observem o que elas dizem. O que causam, que efeitos tem, que consequências trazem. Aprendam com os erros, com os experimentos. Façam um āsana de um modo, depois de outro, e de mais outro diferente e observem o que é causa, o que é efeito e o que é consequência nas diversas partes do corpo, da mente, da respiração.
Perguntem a si mesmos porque estamos fazendo esta ou aquela ação. Que benefícios ela traz. Que parte do corpo se beneficia do que. Que parte do corpo beneficia qual outra parte do corpo. O corpo beneficia a mente? A mente beneficia o corpo? O corpo beneficia a respiração? A respiração beneficia o corpo? Ou será a mente que beneficia a respiração? Ou a respiração que beneficia a mente?
Observem! Estudem! Aprendam! Não se limitem a executar repetições, a cumprir comandos. Isso não é āsana, nem tampouco yoga.
Savāsana!
Namaskar!